Observemos algumas perguntas comuns:
– Quando eu chegar à espiritualidade vou encontrar minha mãe?
– Depende; ela pode estar num plano em que você não pode penetrar; pode
estar em nível inferior ao seu porque ela também não esteve isenta de
erros e está em evolução; pode estar reencarnada; afinal, todos
precisam reencarnar porque é da Lei.
– Quando eu chegar à espiritualidade, caso meus parentes não possam, quem irá me receber?
– Depende; se você foi solidário aqui na Terra, fez amigos, ajudou
pessoas que passavam por dificuldades e eles já desencarnaram, é
possível que muitos deles, que já tenham condições, terão grande prazer
em recebê-lo num gesto de gratidão pelo que receberam. Mas se você foi
daqueles que só se preocupam consigo, talvez sinta algum desconforto e
dependa de favores de desconhecidos para não ficar totalmente perdido.
– Eu terei paz no mundo dos Espíritos e irei para as colônias mais adiantadas?
– Depende; nós vamos para os lugares que preparamos enquanto estamos na
Terra. Viveremos em casas construídas com os materiais que despachamos
para a espiritualidade enquanto estamos no mundo dos encarnados. Esses
materiais não são o ferro, a areia ou o tijolo, mas os gestos de amor
que harmonizam a nossa consciência porque a casa lá é de menor
densidade e é construída a partir dos bons fluidos; caso nada tenhamos
enviado para a erraticidade, poderemos ser os sem teto do mundo
espiritual.
Neste mês de novembro quando reverenciamos nossos “mortos”, oremos por eles e aproveitemos para meditar sobre a nossa vida.
De repente podemos ser chamados e é preciso apresentar bom saldo no
banco da vida para termos o que sacar dessa poupança quando tirarmos os
pés do chão.
Todos trazemos no bolso a passagem para a grande viagem; embora ela
traga todos os dados, inclusive o dia da partida, não temos acesso a
essa informação e talvez por isso sejamos tão negligentes.
Programamos tudo, menos a nossa morte, embora ela seja a única certeza que temos na vida.